Estudos Bíblicos
Quantas vezes perdoar meu irmão?

Quantas vezes perdoar meu irmão?

A suma do ensino de Jesus diz respeito ao aspecto qualitativo, isto é, o perdão tem de ser de qualidade diferente daquele que a gente libera infinita vezes.

Essa questão tem sido bastante discutida ainda nos dias de hoje, o próprio Pedro ao levantar o número de vezes de quanto deveria se perdoar um irmão, seu intuito era impressionar o Mestre já que naquela época os rabinos cogitavam até três vezes. Jesus vai além e lhe apresenta novo paradigma “setenta vezes sete”.

Infelizmente, essa assertiva continua sendo entendida quantitativamente (o mesmo erro dos rabinos e de Pedro). Há quem pensa que deve ser infinita vezes, mas não é isso que o texto exprime. Esse diálogo é decorrente do ensinamento que Jesus dava a seus discípulos quanto a perdoar ao irmão (Mt. 18:15-17), então seria um paradoxo dizer em um momento que há limite para se perdoar e, ao mesmo tempo, dizer que não há limite de vezes para se perdoar.

A suma do ensino de Jesus aqui expressado diz respeito ao aspecto qualitativo, isto é, o perdão tem de ser de qualidade diferente daquele que a gente libera infinita vezes, “perdoo, mas não esqueço; perdoo, mas quero distância; perdoo, mas tem um preço; etc.” 

O perdão de qualidade tem dois aspectos marcantes: primeiro, faz lembrar ao pecador ofendido o quanto lhe valeu ter sido perdoado; segundo, libera o pecador ofendido da mágoa, angústia e traz a possibilidade da reconciliação com o ofensor, melhorando as relações.

Outro fator a ser considerado é o arrependimento como pressuposto do perdão, pois sem esse, o vínculo não se estabelece. Tenhamos em mente o ensino tratar sobre o perdoar ao irmão em caso de arrependimento, caso contrário, “trate-o como pagão ou publicano.” Mt.18:17.

Presbítero Alexandre Germínio


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